segunda-feira, julho 27, 2015

PNE prevê maior participação dos pais nas escolas públicas

Aos poucos, com exemplos bem-sucedidos em todas as regiões do Brasil, fica provado que a participação da família no cotidiano escolar faz a diferença. Além de aumentar a motivação dos filhos para os estudos, o envolvimento de pais e mães com os projetos pedagógicos, a fiscalização de recursos destinados a programas e o acompanhamento da agenda escolar contribuem para a qualidade da educação.
O estreitamento das relações entre as escolas e as famílias teve início no Brasil na década de 1990, e o reconhecimento da importância desse processo está referendado no Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014. Para ampliar a gestão democrática nas escolas públicas, a meta 19 do PNE prevê prazo de dois anos para que toda a rede de educação básica constitua ou fortaleça grêmios estudantis e associações de pais. Segundo estimativa da Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos (Confenapa), quase 50% dos munícipios brasileiros já estruturaram as associações de pais e alunos (Aspa).
Em Rio Branco, Acre, o professor e advogado Francisco Generozzo busca ampliar a participação das famílias nas escolas municipais desde 2008. Hoje, ele atua com o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) na fiscalização dos recursos enviados pelo governo federal para a compra da merenda das 110 escolas municipais. “É uma forma de contribuir com o coletivo”, explica Generozzo. Como membro do conselho escolar do município, ele integra a comitiva de pais que visita anualmente uma cidade do estado para trocar experiências com gestores educacionais.
A ideia básica desse trabalho de peregrinação é convencer os gestores educacionais a construir uma parceria com a família em torno do processo educativo. Segundo o professor, as escolas precisam estar abertas de forma democrática aos pais para receber sugestões em torno do processo educativo, não apenas para que ouçam reclamações dos alunos.
Conforme Generozzo, a construção dessa parceria é um processo gradativo, de articulação e convencimento, mas que deve começar por ações simples, a exemplo de uma parceria com os comerciantes próximos para a manutenção da escola. “Sempre tem uma torneira quebrada para trocar”, diz ele. “As famílias precisam assumir a escola como extensão de casa. Escola é um lugar para levar e buscar conhecimento. Todos podem contribuir de alguma forma e sugerir mudanças.”
Protagonismo — A participação da família, porém, ainda tem sido muito tímida, tanto no ambiente escolar quanto nos espaços representativos da política educacional nacional, na avaliação do advogado Luís Cláudio Megiorin, presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF). Segundo ele, dos três mil delegados de todo o Brasil que participaram da segunda edição da Conferência Nacional de Educação (Conae), que avaliou e discutiu as metas aprovadas no PNE, apenas 226 eram pais. “E boa parte desses pais era formada por professores”, disse. “Nós, pais, não podemos ser tutelados pelos professores; precisamos assumir a nossa responsabilidade e ter uma postura mais protagonista frente à educação”, afirma.
Pai de um menino de 10 anos e de uma adolescente de 13, Megiorin diz que em casa atua como um juiz em relação às tarefas da escola. Ou seja, estabelece regras, que devem ser cumpridas. “A primeira lição que temos de dar aos filhos deve ser com relação a respeitar os professores, e as reuniões de pais na escola são obrigatórias”, salienta. “Se não tem tempo naquele dia, devem ir depois e se informar. Sempre há espaço para a família estar presente na escola.”
Pesquisas — Presidente da Confenapa e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pedro Trindade Barretto comenta que a importância da participação de pais e mães de alunos na escola está constatada em pesquisas científicas. “Estudos demonstram que quanto mais a família interage com a escola, e é por ela incentivada a participar, mais efetiva é a aprendizagem e maiores são a qualidade das habilidades adquiridas e a assimilação dos valores praticados pela comunidade na qual se insere a escola”, afirma.
De forma inversa, diz Barretto, onde falta integração de pais e mães de alunos com a escola, a qualidade do ensino não evolui, os problemas seculares se reproduzem e se ampliam com a onda de violência que invade o espaço interno das escolas. Nesse sentido, Barretto esclarece que, embora a aproximação de pais tenha conquistado espaço no PNE, a nova legislação não obriga as escolas a abrir as portas, nem os pais a se tornarem pró-ativos. Por isso, uma das missões das associações de pais em todo o país tem sido contribuir para a conscientização das famílias acerca da importância de acompanhar a educação dos filhos em casa e na escola.

Autor: MEC

quinta-feira, junho 11, 2015

Relatório Conferência Municipal de Educação - PME: revisão e alinhamento


Publicamos a seguir o relatório final da Conferência Municipal de Educação de Calçado.

MUNICÍPIO: Calçado
ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: Secretaria de Educação, Cultura e Desportos

ENDEREÇO DO ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: Rua João Alexandre da Silva, 84, Centro – CEP 555375-000

Nº e DATA DO DECRETO OU PORTARIA DE CONVOCAÇÃO:
Decreto Municipal Nº 003, de 30 de abril de 2015

DATA E LOCAL DE REALIZAÇÃO:
25 de maio de 2015 / Escola Municipal Prof.ª Maria Célia Barros Melo

QUANTITATIVO DE PARTICIPANTES:
SOCIEDADE CIVIL: 129
ÁREA GOVERNAMENTAL: 24
CONVIDADOS: 26 (com direito a voz)


INTRODUÇÃO

A Conferência Municipal de Educação, foro municipal para debates sobre educação e o Plano Municipal de Educação – PME constituiu-se um importante momento no que concerne a garantia de uma gestão democrática e definição das diretrizes, metas e estratégias a serem implantadas e desenvolvidas nos próximos 10 (dez) anos.
Embora recentemente aprovado, portanto ainda vigente, o mencionado Plano Municipal de Educação – PME necessitou de revisão e adequação ao Plano Nacional de Educação – PNE. Neste sentido, indicou-se uma Comissão Municipal, integrada por servidores públicos e representantes da sociedade civil organizada, com a função primordial de dar publicidade à Conferência e comprometida com a diversidade e qualidade da representação presente, buscando organizar a Conferência do ponto de vista operacional e político.
A realização da Conferência Municipal de Educação de Calçado procurou reunir o poder público municipal e a sociedade Civil de forma democrática, dentro da proposta de traçar diretrizes básicas para a continuação do desenvolvimento da educação, apontando seu foco ainda para o âmbito nacional e a implementação de novas propostas e alinhamento destas ao Plano Nacional de Educação - PNE.

DESENVOLVIMENTO

A Secretaria de Educação, Cultura e Desportos, considerando a complexidade na regulamentação de normas e diretrizes para a educação local, bem como a necessidade de alinhamento destas às políticas públicas e metas educacionais recentemente estabelecidas no Plano Nacional de Educação - PNE, articulou uma série de ações que precederam a efetiva realização da Conferência Municipal.

Estas ações contemplaram leitura e debate dos Planos Municipal e Nacional de Educação em vigência, de maneira a conscientizar a população sobre a importância, bem como a complexidade, de implantação de um instrumento legal que institua diretrizes e metas para o município, considerando as especificidades locais, em plena consonância com o planejamento estabelecido em âmbito nacional. Estes debates não englobaram a esfera estadual do poder, uma vez que foi percebida, à época desses estudos preliminares, a inexistência de um Plano Estadual de Educação em vigência.

Diversos cidadãos, entre representantes de vários segmentos da sociedade civil organizada e servidores do atual quadro da administração municipal, conclamados a participar, através de convites remetidos pela Secretaria de Educação, Cultura e Desportos, participaram destes estudos preliminares. Estes encontros, anteriores à efetiva instituição de uma Comissão especificamente designada para coordenar a Conferência Municipal, ocorreram, alternadamente, nas dependências da própria secretaria de educação e no plenário da Câmara Municipal de Vereadores.

Destes amplos debates, necessários à compreensão global dos aludidos planos, surgiram grupos específicos de estudos. Cada um destes grupos, devidamente coordenado por um servidor do quadro de funcionários da educação escolhido em razão de seu conhecimento e comprometimento com a meta sob sua responsabilidade, ficou responsável pelo debate e proposição sobre as estratégias necessárias ao cumprimento das metas estabelecidas para ambos os Planos de Educação.

De posse de um importante material, fruto dos encontros acima mencionados, a Comissão Municipal de Revisão e Alinhamento do Plano Municipal de Educação - PME, criada pela Portaria Nº 114/2015, de 30 de abril de 2015, buscou reunir o maior número representativo de cidadãos para os debates e apresentação de outras propostas na Conferência Municipal de Educação de Calçado.

A supramencionada Comissão Municipal, considerando observações já percebidas na realização de eventos de mesma natureza, importância e abrangência, decidiu pela utilização das dependências da Escola Municipal Professora Maria Célia Barros Melo para a realização da Conferência em razão dos poucos espaços públicos existentes, necessários à realização do evento e acomodação satisfatória do público aguardado.

Utilizou-se da emissão de ofícios, circulares e convites remetidos aos diversos segmentos e órgãos públicos, além de instituições e órgãos representativos da sociedade civil organizada, bem como de propaganda volante (carro de som) e postagem em blog da Secretaria de Educação, Cultura e Desportos para dar conhecimento do evento aos cidadãos do município. O objetivo da Comissão Organizadora foi dar amplo conhecimento, publicidade e caráter democrático, buscando diversidade de opiniões e a presença de setores representativos dos mais variados segmentos da população local.
Com a veiculação e publicação de anúncios, julgou-se que mesmo aqueles não diretamente convidados estariam devidamente informados.

Empregou-se toda a estrutura da Secretaria de Educação, Cultura e Desportos, pessoal e material, para viabilizar a Conferência.

Definiu-se, dentre os servidores locais da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desportos as atribuições relacionadas com aspectos operacionais da Conferência.

A proposta de levar adiante as metas já estabelecidas no Plano Municipal de Educação – PME, instituído pela Lei nº 566/2012, outrossim, estabelecer novas propostas e alinhar estas ao Plano Nacional de Educação – PNE, além de sensibilizar a comunidade para o significado da conferência também foi contemplada nesse evento.

A Conferência, prevista para as 13:00 horas, iniciou-se com 15 (quinze) minutos de atraso. Com o espaço devidamente organizado, constatada a ausência de algumas das autoridades convidadas, o Sr. Gilson Pereira de Souza, membro componente da Comissão Organizadora, anunciou a abertura da Conferência Municipal de Educação ressaltando a importância do momento para o debate e discussão sobre o Plano Municipal de Educação, os destinos a serem traçados para a educação no município nos próximos 10 (dez) anos e também a relação do evento com o Plano Nacional de Educação e suas respectivas metas e estratégias no campo da política pública educacional. Em seguida passou à composição da mesa, para a qual convidou Secretária Municipal de educação, cultura e Desportos, Sra. Ilka Rejane Barros Melo, também Membro da Comissão Organizadora da Conferência. Prosseguindo, convidou a Sra. Zódia Cristiana Wanderley Bezerra, Diretora Municipal de Ensino e Coordenadora Operacional da Conferência, além do Secretário Municipal de Finanças, Sr. Murilo Macena.

Em seguida solicitou que, entre os presentes, fossem escolhidos membros representantes da classe dos docentes, dos servidores públicos municipais e dos discentes, para as quais se fizeram representantes a Sra. Márcia Auxiliadora Amorim Silva e o Sr. Marcel Muniz Vilaça, respectivamente, excetuando a classe dos discentes que, embora constatada a presença de alunos no público, não se fez representar à mesa.

Feita a composição da mesa, passou-se a solenidade de execução dos hinos de Calçado e do Brasil, respectivamente. Cumpridas as formalidades iniciais concernentes à cerimônia, o Sr. Gilson Pereira de Souza convidou os presentes para assistirem a uma apresentação cultural realizada por crianças do Centro de Educação Infantil Leonides Falcão de Oliveira. Os pequenos alunos representaram uma adaptação de “A Bela e a Fera”, apresentação esta motivo de aplausos pelo público presente à Conferência.

Na sequência, a palavra foi transmitida à Secretária de Educação, Cultura e Desportos, Sra. Ilka Rejane Barros Melo, que após ter saudado os presentes, ressaltou o caráter democrático do evento e sua importância enquanto etapa para reconstrução do Plano Municipal de Educação. Ressaltou ainda sua alegria pela expressiva presença e participação da sociedade no importante evento de construção de um projeto educacional para o município, o estado e o Brasil, dada a amplitude do documento.

Em seguida a Secretária reiterou o prazer de fazer parte de tão importante momento para o desenvolvimento da educação local e sua importância para o setor nacional, passando assim a palavra para o Sr. Gilson Pereira de Souza que chamou a atenção dos presentes para a leitura e discussão do Regimento Interno da Conferência Municipal de Educação, previamente elaborado pela Comissão Organizadora e colocado para a discussão e aprovação do plenário. Ressaltou, antes da leitura, que o Regimento Interno estava aberto para contestações e alterações de qualquer artigo, capítulo ou mesmo palavra da qual discordasse o Plenário, em manifestação livre. Utilizando-se de “Datashow” foi feita a leitura de todo o regimento interno, e, em seguida, colocou-se ao debate do Plenário. Colocado em votação por contraste, o Regimento Interno foi aprovado sem ressalvas.

Ainda em sua fala ressaltou que, embora se faça completamente necessária a implantação de uma política forte que garanta a continuidade dos avanços na área da educação, é preciso considerar as especificidades da região e do município.
Lembrou que a complexidade do modelo federativo brasileiro, as lacunas de regulamentação das normas de cooperação e visão patrimonialista que ainda parecem existir em muitos setores da gestão pública tornam a tarefa do planejamento educacional bastante desafiadora e que planejar, nesse contexto, implica assumir compromisso com o esforço contínuo de eliminação das desigualdades que são históricas no Brasil. Por isso, observou que é preciso ter prudência ao estabelecer as metas, pois, por se tratar da construção de um documento de exigência constitucional com periodicidade decenal, é praticamente impossível prever a conjuntura política e socioeconômica dos anos futuros, o que implica dizer que o município pode, consideradas possíveis alterações de âmbito nacional, não cumprir com suas metas. Ele exemplificou sua exposição ao estabelecer um parâmetro entre os anos 2014 e 2015 percebidos no Brasil. Ele mencionou a brusca alteração, imprevisível para a maioria dos brasileiros, na economia do país. Segundo ele não faltam notícias acerca da recessão instalada no país e que, por conta desta, muitos cortes de orçamento e repasses financeiros foram implantados, como medidas de um ajuste fiscal, na busca pelo reestabelecimento das finanças da administração federal. Estes cortes refletem nas ações desenvolvidas nos municípios, principalmente os menores, e, por isso, muitos projetos, ações e políticas públicas perdem ou são prejudicadas em sua continuidade. Por todos estes motivos, ele reiterou a necessidade de instituir metas condizentes com a realidade percebida no município e suas particularidades, mas que contemplem avanços para a educação local. Para ele é importante que o momento seja aproveitado para discussão da educação no município e a devida articulação com as demais esferas do poder público. O alinhamento dos planos de educação no município, no estado e em âmbito nacional constitui-se em um passo importante para a construção do Sistema Nacional de Educação, instrumento importante para redução das lacunas de articulação entre os entes federativos.

Em seguida ele passou a palavra para a Sr.ª Zódia Cristiana Wanderley Bezerra que passou à leitura das 20 (vinte) metas a serem contempladas pelo PME e para as quais seriam estabelecidas as respectivas estratégias. Terminada a leitura, ela voltou a mencionar o caráter especial do momento e explicou que a conferência foi o resultado de uma série de ações implantadas pela Secretaria de Educação. Mencionou o estabelecimento de grupos de estudo que, divididos por áreas e metas, se encarregaram de trazer para a conferência algumas estratégias previamente estabelecidas para otimizar o tempo e imprimir mais celeridade à conferência. As estratégias, segundo ela, foram formuladas em observância à realidade local, pois não se pode incorrer no risco de estabelecer metas para o município que sejam mais adequadas a municípios de maior porte. Ela ressaltou ainda a necessidade de se garantir, sempre que possível, o estabelecimento de parcerias com outras esferas do poder público a fim de garantir a implantação de ações e desenvolvimento da educação local, não deixando para que o município venha a arcar com todas as despesas, o que, como se sabe, inviabilizaria o cumprimento das metas. Ela encerrou suas palavras ao mencionar que embora algumas metas e estratégias já tenham sido previamente elaboradas, a conferência é espaço para proposição e deliberação da sociedade e que por isso ninguém estaria obrigado a aceitar os textos como estavam, podendo para isso propor alterações, supressões, substituições de termos e até a completa exclusão e substituição das metas ali apresentadas.

De posse novamente da palavra o Sr. Gilson Pereira de Souza esclareceu como se daria o próximo passo previsto na pauta da conferência: a formação dos grupos de trabalho. No mesmo espaço onde até então estava acontecendo a conferência, e dentro do horário previsto em pauta, grupos foram divididos, considerando as metas a serem contempladas no Plano Municipal e cada um desses grupos ficou responsável pela elaboração das respectivas estratégias. Foi facultado aos presentes o acatamento, total ou parcial, das estratégias previamente elaboradas, ou formulação de novas propostas. O trabalho nos grupos se deu de maneira organizada.

Encerrados os grupos de trabalho, por volta das 15:40h, e retornando aos trabalhos  em plenária, foi discutida a metodologia de leitura das metas, reunião das propostas, o sistema de votação e a plenária final, segundo os indicativos do Regimento interno. Foi constatado que mais de 300 (trezentas) estratégias, correspondentes às 20 (vinte) metas, comporiam o Plano Municipal. Constatou-se ainda que os textos aprovados foram os mesmos previamente propostos pelos grupos de estudos realizados anteriormente à Conferência, carecendo apenas de pequenas modificações lexicais e adequações acerca de quantitativos e percentuais. Diante disso recorreu-se ao Regimento Interno, em razão da proposta de um dos presentes, para saber o melhor procedimento adotado quanto à leitura dos textos apresentados. Passou-se então à consulta do Regimento, especificamente em seu artigo 13, parágrafo I, que previa, in verbis:

“Leitura integral das propostas necessárias à elaboração do texto final, salvo em caso de indicação contrária, devidamente submetida à votação e aceita pela maioria simples dos membros presentes à plenária final, de modo que os pontos de divergência possam ser identificados como destaques, para serem apreciados no final da leitura, por ordem de apresentação”.


Diante daquilo que foi constatado no Regimento, foi posta em votação a leitura integral das metas e respectivas estratégias. Colocado em votação por contraste não foi aprovada.

Constatada a aprovação dos textos elaborados, foi expresso que a Secretaria de Educação seguiria com as etapas seguintes da elaboração do Plano Municipal, com sistematização dos diagnósticos e informações complementares e necessárias à conclusão deste, bem como a devida inclusão das metas e estratégias definidas na conferência, para o devido envio ao executivo, e deste para o legislativo municipal para discussão e aprovação.
Ao término do evento a Secretária de Educação, Cultura e Desportos ressaltou o orgulho de participar de tão importante momento e parabenizou os presentes pelo engajamento e pelas diretrizes aprovadas, que refletem o pensamento da população calçadense, declarando encerrada a Conferência Municipal de Educação de Calçado.






quinta-feira, maio 14, 2015

Plano Municipal de Educação de Educação - PME: revisão e alinhamento

A Secretaria de Educação, Cultura e Desportos e Comissão Organizadora da Conferência Municipal de Educação de Calçado convida a sociedade a participar da Conferência, destinada à proposição, discussão e deliberação acerca do Plano Municipal de Educação – PME e a necessidade de revisão e alinhamento ao Plano Nacional de Educação – PNE.

O evento acontecerá dia 25 do corrente mês, à partir das 13:00 horas, nas dependências da Escola Municipal Prof.ª Maria Célia Barros Melo, cito a Rua Radialista Pajeú, no centro deste município.

Sua participação nas atividades propostas para a conferência, opinando e apresentando suas reivindicações, projetos e propostas, será relevante e fará do evento um importante momento na transformação da educação em nosso município, bem como ao alinhamento às políticas educacionais propostas pelo Governo Federal para o país.


A participação na Conferência é livre e está aberta para todo cidadão maior de 16 anos. Participe.


quarta-feira, março 25, 2015

Justiça suspende liminar que liberava reajustes maiores em cursos do Fies

O Ministério da Educação conseguiu na Justiça a suspensão da liminar que derrubava as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), como o teto de 6,4% para reajuste das mensalidades dos cursos financiados; o repasse às instituições em oito vezes em vez de 12, este ano; e a nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como um dos critérios para os novos contratos. A decisão foi tomada pelodesembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Com isso, o Fies volta a ter a 'trava' de reajuste das mensalidades.
Segundo a decisão da Justiça, a redução do número de parcelas vai representar uma economia de R$ 4,2 bilhões aos cofres públicos.
Na argumentação, o governo destaca que "o custo para o Programa seria da ordem
de R$ 150 milhões para cada acréscimo percentual de 1% (um por cento)
de reajuste adicional, com reflexos para os próximos três anos estimados
em R$ 450 milhões, tendo em conta que os contratos de financiamento do
Fies têm, em média, 4 anos de duração".

A liminar tinha sido concedida pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal de Brasília no dia 9 e determinava que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deveria "providenciar o regular funcionamento do sistema sem as travas de valores mínimos e máximos".

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Governo de PE inscreve para 7.360 vagas de cursos técnicos a distância

A Secretaria de Educação de Pernambuco está oferecendo 7.360 vagas para nove cursos técnicos de ensino a distância gratuitos. Administração, informática, logística e segurança do trabalho, biblioteca, multimeios didáticos, recursos humanos, secretaria escolar, segurança do trabalho e serviços de restaurante e bar são as opções. Já é possível concorrer a uma vaga nosite da secretaria. As inscrições vão até o próximo dia 5.
Os inscritos serão selecionados através de uma prova online que será aplicada entre 9 e 16 de março. A data e a hora do teste devem ser escolhidas após a confirmação da inscrição, quando o candidato receber um e-mail com as instruções para a prova e as opções de curso, polo de estudo e horário das aulas. Os cursos são oferecidos em 60 polos distribuídos em todo o estado.
Quem não tem computador em casa para realizar a inscrição, pode se dirigir a um dos polos de ensino. Para participar da seleção, basta ter concluído o ensino médio ou estar cursando o 2° ou o 3º ano deste nível de ensino. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (81) 3183.9865 e 3183.9866.

UPE inscreve até domingo (1º) para 11.520 vagas de curso pré-vestibular

A Universidade de Pernambuco inscreve até domingo (1º) para as turmas do seu curso de pré-vestibular. Neste ano, há 11.520 vagas disponíveis em 41 municípios de todo o estado. Os interessados precisam preencher o formulário de inscrição no site da UPE, responder a um questionário socioeconômico e pagar uma taxa de R$ 40 em qualquer agência da Caixa Econômica até segunda-feira (2).
Podem concorrer a uma vaga os alunos do 3º ano do ensino médio de escolas públicas, do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e do programa Travessia. Todos os inscritos serão submetidos a um teste objetivo no dia 15 de março. Serão 50 questões de múltipla escolha com conteúdos de português, matemática, física, química, história, geografia e biologia. O local da prova será indicado no ato da inscrição, depois que os alunos indicarem a escola e o município em que desejam estudar. Os inscritos que obtiverem as maiores notas poderão ingressar no curso, cujas aulas começam em 28 de março.
A lista com os nomes dos aprovados será divulgada em 24 de março no site da UPE. 

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

MEC reabre nesta segunda sistema de inscrições do Fies a novos alunos

O Ministério da Educação vai abrir nesta segunda-feira (23) o Sistema Informatizado do Fies (SisFies) para novos contratos para o primeiro semestre deste ano no site sisfiesportal.mec.gov.br. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de abril. A portaria com as regras para a inscrição no Fies foi publicada na edição desta segunda-feira do "Diário Oficial".
De acordo com a portaria, o governo vai usar indicadores de desempenho e de qualidade da instituição de ensino superior para liberar o financiamento.
Segundo o MEC, após a validação das informações durante a inscrição, o estudante deverá comparecer a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil à data da validação da inscrição.
Com a reabertura do sistema, as entidades ligadas às mantenedoras, Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep) e a Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), estimam para este semestre entre 475 mil e 500 mil novos interessados no Fies.
Novas regras
Fies paga de 50% a 100% da mensalidade de faculdades particulares, dependendo da renda da família. Os pedidos ao programa de financiamento podem ser feitos em qualquer época do ano. No ano passado, o governo gastou R$ 9 bilhões com o Fies. Segundo dados do Ministério da Educação, o número de novos contratos cresceu quase dez vezes em cinco anos: em 2010, foram fechados 76,2 mil contratos. Em 2014, esse número subiu para 731,3 mil.
O sistema do Fies estava fechado para novos contratos desde o final do ano passado, quando o MEC mudou as regras do financiamento, passando a exigir nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não ter zerado na redação. Professores da rede pública que lecionam na educação básica e estejam matriculados em cursos de licenciatura, normal, superior ou pedagogia ficam isentos da regra.
VEJA A CRONOLOGIA DO FIES
26 de dezembro de 2014 - MEC publica portaria mudando as regras do Fies, que passa a exigir nota mínima de 450 pontos no Enem e redação acima de nota zero, e estabelece repasse em oito parcelas por ano, a cada 45 dias, do valor da mensalidade para as instituições particulares. As demais parcelas serão pagas depois de o aluno se formar.
27 de dezembro de 2014 - O site do Fies é colocado em manutenção e não recebe mais novos contratos.
24 de janeiro de 2015 - Faculdades particulares entram na Justiça tentar anular as novas regras do Fies.
28 de janeiro de 2015 - Site do Fies é reaberto apenas para contratos em andamento. Estudantes reclamam que já têm de pagar mensalidades e não sabem se terão acesso ao benefício.
10 de fevereiro de 2015 - Mantenedoras dizem que Fies pode representar até 70% do orçamento de uma faculdade e reclamam da regra do repasse.
11 de fevereiro de 2015 - O ministro da Educação, Cid Gomes, diz que os novos contratos vão levar em conta a qualidade do curso ofertado.
12 de fevereiro de 2015 - MEC diz que faculdades que reajustaram mensalidades acima de 4,5% podem ficar de fora do Fies. Entidades protestam.
13 de fevereiro de 2015 - Ministério volta atrás e diz que valores das mensalidades poderão sercorrigidos em até 6,4%.
23 de fevereiro de 2015 - MEC anuncia a reabertura do sistema do Fies para novos contratos.